segunda-feira, julho 31, 2006

abnormal abnormal abnormal

Considering that i have been living in an abnormal situation, it is nothing but legally normal to feel confuse and willing to answers. I still don´t know how it is like yet because i hAve had few notice of such a case. I still don´t know how hard is it to be so innovative in such cases, and i unfortunately sometimes trend to pessimism. I try not but i am weaker. Am i really the best between all the women to try something as this? I still believe so in my disbalance. I am still not so sure of myself. I am still an experience. though I still expect that there is nothing richer as that. Thats why i am still trying to discover exactly WHAT LIBERTY EXACTLY IS and how hurtful... At least in these times we all live, and now its only 01:02 AM of july 31st 2006. and tomorrow it´s just my first day in the master degrees classes. And i pray for no complaints and no regrets. Today all i can be is selfish.

I am trying to focus huny, all we need is just a little patience, já dizia um daqueles poetas pagos.

quinta-feira, abril 27, 2006

pequena historieta estudantil

a tempo, fofa contribuição do honey baby inagaki:

mundo, vasto mundo
se eu me chamasse Van Damme
seria um ator vagabundo
e uma rima muito infame.

***

só entende quem namora: PEQUENA HISTORIETA ESTUDANTIL

era briluz, mas as lesmolisas ainda não estavam touvas. linda, lindíssima quinta-feira, véspera de feriado de 21 de abril, data duvidosamente comemorativa, mas sem dúvida muito esperada, já que feriado. feriado-do-do! fe-ri-a-do: pode significar muitas coisas. pode significar uma magnífica viagem-surpresa; duas lindas bala-baladas na seqüência; uma linda balada enorme, que se prolongue por uma noite e um dia, como uma rave, por exemplo; com menos dinheiro e não menos entusiasmo, alguns filmes alugados na century e umas garrafa de vinho, em bando; com menos dinheiro ainda, fica-se em casa comendo miojo ou bebendo pra esquecer a fome, ou bebendo simplesmente porque ficar bêbado com fome é mais legal do que ficar com fome e careta. e evidentemente, nada de filmes, baladas, no máximo a peça da eca, na sexta à noite, o filme do cinusp, quase sempre bacaninha. paciÊncia. as coisas legais exigem dinheiro e dinhEEEiro mEsmo, você não tem.


mas de vez em quando, é claro, temos dinheiro: freela, bolsa de iniciação científica, bolsa-trabalho, bolsa-reitoria, bolsa-mestrado, bolsa-empresa-metida-a-legal, ajuda de parentes, salário, aulas-dadas, isso tudo dá dinheiro: pena que só uma vez por mês. e neste final de semana, todos tinham dinheiro: ó glória - pirar junto é melhor que pirar sozinho. mAAs: estamos no meio do semestre e temos a linda oportunidade de colocar a vida em dia no final de semana: limpar a casa, lavar um pouco de roupa, ler todos os textos, fazer todos os trabalhos pendentes, estudar para todos os cursos de língua. enfim: "pagar o aluguel", como costumamos dizer brincando, brincadeira sombria. se não cumprir créditos, você é gentilmente convidado pela segurança do prédio a se retirar da moradia estudantil. pagamos o aluguel estudando : o resto, o pão de cada dia, e o relax de cada fim de semana, ganha-se.

por isso, é com prazer que vos apresento mais uma versão da mesma história: alguém prometer a si mesmo que vai passar o fim de semana prolongado estudando e não cumprir, esbaldando-se na balada. seria mais fácil de estudar se não tivéssemos dinheiro. mas temos. ter dinheiro significa sair de casa. sair de dentro da ilha encantada, cercada de grama e quero-quero por todos os lados.

o fim de semana é esperado. vem como vai: inevitavelmente. e inevitavelmente, chega o fim: o fim do fim-de-semana. a hora que as letrinhas do fantástico sobem, ainda bem que não tenho televisão. o trabalho. o trabalho para amanhã. a esta hora, ainda é possível iniciar aquele trabalho. aquele trabalho, que você tinha pra entregar na segunda à noite. segunda é amanhã. o trabalho é curto, umas duas páginas. dá pra começar o trabalho uma hora antes da aula. anote aí na sua agenda mental. e vá dormir, cansadinha do fim-de-semana ótimo, apesar da roupa suja transbordando do cesto e a louça toda na pia. bem, amanhã será outro dia.

e é uma semana que começa com surpresas ótimas: segunda-feira, indo para a aula da manhã, encontro uma colega que é da aula da noite. cumprimento, falamos do tal trabalho, assunto inevitável porque único em comum. e aí, neste exato momento que eu estou indo pra aula até orgulhosa por ter conseguido ler o texto antes, a colega me informa que o trabalho, na verdade, são dois: um de duas páginas, como esperado, e outro de QUINZE, mais ou menos. arregalo os maiores olhos do mundo, como assim? a garota me tranqüiliza, explicando no que consiste o tal trabalho: percebo que é algo que eu talvez consiga fazer a tempo de entregar hoje ainda, e talvez dê até pra almoçar. vou pra aula da manhã apreensiva, mas não em pânico, acho que já estive em situações piores. por não estar nem muito desesperada nem muito tranqüila, estou só de mau-humor: não esperava ter que passar a tarde assim. tenho outras coisas pra fazer.

almocei depois da aula e passei a tarde escrevendo o rascunho do trabalho. percebi que não daria tempo de digitar, mas era melhor fazer alguma coisa. pelo menos entregar as anotações, que de propósito fiz bem organizadas. o outro trabalho de duas páginas foi feito em meia hora. o outro, em compensação, foi escrito ao longo da tarde e do início da noite. terminei o trabalho, e cheguei no final da aula para entregar.

digamos que meu professor não seja a pessoa mais bem humorada deste mundo. eu sei disso, por isso, quando entrei na sala olhei bem nos olhos dele e abri um sorriso enorme: desarmado, ele sorriu também. mostrei pra ele tudo que tinha feito, mas ele não quis os manuscritos, e pediu que eu digitasse o trabalho e entregasse amanhã sem falta no escaninho dele. prometi que sim e sorri de novo, mas muito puta da vida porque teria que passar a noite digitando trabalho. saí de lá aliviada. mas ainda de mau-humor.

cheguei em casa, liguei o computador, resmungando. sentei e comecei a digitar, levei mais de duas horas digitando! que saco. ao me ver resmungando e com as sombrancelhas franzidas, o meu co-morador:

- que foi.

- esse saco de trabalho.

- sorte sua de ele ter deixado entregar amanhã.

- é mesmo. mas digitar é podre.

- mas não fique de bode... olha.

me mostrou um pote de plástico cheio de corações alaranjados.

- quer comer um doce? ajuda a levantar o astral.

peguei um, cortei no meio e e pus na boca. ele pegou a outra metade e comeu também.

funcionou mesmo: em meia hora, estávamos dando risada da situação e planejando aproveitar o resto da noite com outra coisa mais legal, tipo ver filme no vizinho, andar. quando bateram em casa mais dois amigos, que tinham vindo nos visitar pois tinham chegado de uma saidinha perto e sabiam que geralmente dormimos tarde. oferecemos doces pra eles. e depois resolvemos que iríamos sair. SAÍMOS!


SaímosFomosnapraçadoRelÓgiodeitamosnagramaVoltaaamos---ouvimosmúsicaouvimosmúú muitamúsicacaminhamospelasavenidasvimosasPatasdosCavalosDescendoaEscadaEgritamos
VIVUARTISTAAA!fomosatéapraçapanamericanaecompramosViiinhoPãeziiinhosRequeijãããoe PatêdeazeitonasVoltamospracaaasaEouvimosmaAaismúsicaeentãoEupegueimeuTrabalhopus numSaquinhoepediprosmeusamigosVamosVamosVamosVamoslánafaculdadecomigo-go-goEeles perguntaramAZEReurespondiEntregartrabalhoEelesresponderamVAMOSefomosJáeramquase oito-OITO!-damanhãChegandoláeuvioescaninhodeledelooonge:JOGUEIotrabalhoquefoiVoando voandoecaiudi-rei-ti-nhodentrodaCaixinhadoProfessor-fessor-essor-ssor-sor-or-r-r-r---.....


(O professor chegou às oito e meia e conferiu seu escaninho. Encontrou um trabalho dentro de um saquinho. Elogiou mentalmente a pontualidade da aluna. Folheou o trabalho e quem o viu, diria que ficou impressionado, mas deixou transparecer mui brandamente).



terça-feira, março 28, 2006

poemas bestas

o poema besta "original" foi contribuição de meu amigo Fabrício, que por sua vez ouviu em algum lugar;
os outros, filhos meus e do tédio:


Monde, monde,
vaste monde
se eu me chamasse Drummond
seria um rim´
non um pedrra no mei do camin.

(autoria por enquanto ignorada)

***

aula, aula,
vasta aula
se eu me chamasse Paula,
iria jogar basquete.

***

educação, educação
vasta educação
se eu me chamasse Conceição
me lembraria muito bem.

***

metodologia, metodologia,
vasta metodologia
se eu me chamasse boemia
aqui me terias de regresso.

***

estou sem internet. como forma de protesto, só escreverei de novo quando ela voltar.

sábado, março 18, 2006

mais pilha

pilha, pilha
se eu me chamasse emília
seria uma rima, não uma solução.



***


noite linda, estrelada, quentíssima. tudo perfeito.
a vida em tecnicolor.
o nascer so sol.

o sorriso de quem sabe.

cantamar 72.

quarta-feira, março 15, 2006

are you experienced?

ainda é começo de semestre.
dá tempo de recuperar.


mas por favor, mamãe! posso???

haicais de pilha

anfeta
madruga
minada

estuda estuda
e não pensa
mais nada

domingo, março 12, 2006

Falsos HaiKai´s

I

a tatuagem
no braço
esquerdo


II

o seio
no biquini
estreito


III

o cigarro
numa mão
com jeito


IV

e as rimas
como na canção
dos engenheiros



***

pequena poesia escrita para mim por Flávio Tonnetti.

reclamações

não sei arranjar meu blog para que fique com a minha cara. mas também foda-se, eu estou aqui para TEXTO.

***

hoje esfriou um pouco e eu fiquei com saudades triplicadas de trindade. deitada, fritando ao som das ondas batendo na praia. de pé, gargalhando e dançando reggae descalça na areia fofa, as madrugadas ácidas. sóis e luas nos fritando dia após noite após dia. o sorriso grudado no rosto e irremovível. felicidade artificial, e daí? a natural não existe. mas o caso é que está esfriando, e as águas de março já estão fechando outro verão, sem promessa de vida alguma no meu coração e quem se importa, afinal. estar em são paulo é uma merda e eu quero morar num lugar com praia. eu preciso de praia.


***

como o leitor que teve a gentileza de se interessar já deve ter percebido, não estou conseguindo escrever nada que preste. estou chata, sem interesse, sem assunto e o que é pior, sem dinheiro nem pra sair de casa pra ir olhar as pessoas na rua. o pneu da minha bicicleta está furado. está frio demais para ir para a piscina. preciso estudar um putilhão de coisas, mas são todas chatas e não estou com o menor saco para elas. meu apê está uma zona. meu roommate está dormindo e não tenho ninguém para conversar. acho que queria ver algumas pessoas, mas tenho certeza de que elas têm algo mais legal para fazer.

acordei há pouco e ainda não comi nada. mas como estou um cu, e tem cerveja na geladeira, vou me embebedar: esquecer é belo.

***

inda por cima, tem algum vizinho ouvindo legião urbana. tenho vontade de colocar uma panela de alumínio no microondas quando ouço legião urbana. eu poderia colocá-lo no seu devido lugar e aumentar meu terrestre tão alto quanto deve ser ouvido e todos se inundariam de felicidade ao
ouvir, bem alto, o norteño de janeiro.

sexta-feira, março 03, 2006

início de atividades

cometavesso foi o primeiríssimo nome idiota que me veio a cabeça quando matei johnny love, por amor a mim. cansada de sua enjoativa mitomania e de seu raso discurso que tentava compensar com uma histeria injustificada, cravei-lhe o garfo na garganta no bandejão central, às seis da tarde de um dia qualquer. se disserem que reagiu, que me ameaçou ou que lutou, é mentira: morreu covardemente.

esta pessoa não existe mais e já foi tarde.


* * *

não foi a necessidade da arte que me impeliu a voltar a escrever. foi antes a perversão, a vontade de palavras. o sufocamento produzido pelo excesso de idéias incoerentes. a mágoa do não-saber-expressar e a euforia dos livros recém lidos. a vontade de texto. a vontade de discurso. e principalmente o fato de não ter escrito nada não-acadêmico durante tanto tempo.

universidade? não consigo nem amá-la, nem deixá-la. tentanto esquecer de que classe social eu sou, estudo impunemente o dia inteiro: lendo a economia das trocas simbólicas na piscina, viro uma pessoa que nunca fui. mas já descobri que somos aquilo que parecemos. o orkut é a celebração disto. você pode ser o que quiser. seu texto no perfil é o que você quer, e você pode ser o que quiser - ou pelo menos o que seu texto deixar entrever.

então?

decidi virar hippie.